Cooperativismo Catarinense

SAÚDE

Comportamento da população contribui para frear disseminação do vírus

Levantamento da Unimed Chapecó revela queda no número de atendimentos na saúde

O fluxo de pacientes com sintomas respiratórios em busca de atendimento médico diminui gradativamente nos últimos dias no comparativo com o pico da demanda registrado no município em fevereiro deste ano. Mesmo com a queda de aproximadamente um terço da prestação de serviço, o número de internações permanece elevado, com 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de 67% dos leitos de enfermaria na Unimed Chapecó. A informação foi transmitida, nesta semana, pelo diretor de Marketing, Relacionamento e Sustentabilidade da Unimed Chapecó e cirurgião torácico, Dr. Rovani Camargo, durante coletiva nos canais oficiais da cooperativa médica.

Conforme levantamento da instituição, atualmente, não há nenhum paciente aguardando internação e houve redução significativa de consultas nos dois Pronto Atendimentos da Unimed Chapecó, com registro de 105 no último domingo (7). Apesar dos dados animadores, Dr. Rovani alertou que o uso dos respiradores ainda é intenso.

“A maioria dos pacientes da UTI está intubada e em estado crítico, o que reflete em um giro menor dos leitos, pois costumam ficar mais tempo internados”

, explicou. Até o momento a cooperativa médica transferiu 30 pacientes, sendo 20 usuários do plano de saúde e 10 particulares que aguardavam leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). As transferências foram dentro do Estado, além do Paraná e Rio Grande do Sul.

“Como devemos agir daqui para frente? Entendemos que, muito mais do que o Poder Público tomar iniciativa, cabe a nós cidadãos tomarmos as rédeas do que é nossa responsabilidade. Independentemente do que a Administração Municipal decidir nós somos os disseminadores do vírus. Não é o fato de existir ou não lockdown, mas o nosso comportamento é que faz com que funcionem ou não as medidas para combate ao coronavírus”

, reforçou Dr. Rovani ao comentar que a expectativa é de que toda a população mantenha esse comportamento responsável para diminuir a curva de contágio e com isso reduzir a demanda do sistema de saúde.


De acordo com Dr. Rovani, as medidas de contingenciamento de crise da cooperativa médica fizeram com que o Hospital conseguisse suportar a pressão no período crítico.

“O alerta é de que a taxa de conversão de atendimentos versus internação ainda é alta. O plano continua vigente, estamos trabalhando em parceria com vários órgãos e internamente com reforço das equipes para dar atendimento a essa demanda que ainda é alta”

, destacou. Rovani antecipou que pode ocorrer um agravamento da situação com a disseminação da cepa brasileira na região.

“Precisamos evitar esses picos de demanda para não termos um desabastecimento de medicamentos”.

A cooperativa médica tem ampliado as contratações, contudo tem dificuldade para encontrar profissionais devido à complexidade das vagas. Dr. Rovani explicou que pacientes com covid-19 são complexos, que requerem dedicação de vários profissionais. Pensando nisso, a Unimed Chapecó, a Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Santa Catarina (Sescoop/SC) ofertarão um curso técnico de enfermagem.

“Tentaremos ampliar o número de profissionais na área da saúde em Chapecó”

, comentou.

Dr. Rovani também ressaltou que o anúncio da Unimed Chapecó da construção de um novo hospital na Grande Efapi é reflexo do planejamento e de estudos realizados há vários anos e não tem relação direta com a covid-19 no município.

Fonte: MB Comunicação

 

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